a complexidade da colaboração simples

a complexidade da colaboração simples

Inspirada após um encontro com meus colegas da ReCA (Rede de Criatividade Aplicada) resolvi escrever sobre este tema simples que acaba por se tornar tão complexo no nosso dia-a-dia e, principalmente, quando se trata de grupos e/ou empresas.

Se olharmos para o significado da palavra colaborar: “trabalhar com uma ou mais pessoas numa obra“, encontramos igualmente algumas palavras-chaves como: cooperar, participar e ajudar.

E daí vem a dúvida! Por que se torna tão complexo trabalhar com uma ou mais pessoas em uma obra? Por que se torna complexo cooperar, participar e ajudar? E partindo dessa dúvida que permeou uma parte da nossa conversa, aproveito para trazer uma reflexão sobre o tema.

Historicamente estamos habituados a realizar a nossa tarefa e passar adiante, assim como as indústrias fizeram durante tanto tempo, certo? Poucos eram os que criavam com o outro ou que desenvolviam projetos em grupos com o objetivo de uma obra comum. E como consequência dessa história acabamos por desenvolver uma certa tendência em desejar ter o controle do começo, meio e fim. Afinal de contas é o que o sistema em série nos trouxe como resultado: eu ter conhecimento exato do que estou produzindo e para quem irei entregar esse produto ou serviço.

Com o passar do tempo, houve uma evolução do conhecimento, das tecnologias e nos deparamos em um momento que precisamos do outro para criar e desenvolver algo. Não basta apenas realizar a minha tarefa e passar para o próximo, é necessário que estejamos todos juntos para que emerja, de fato, a inovação, o resultado esperado e uma obra única.

Descobrimos que o resultado da colaboração é, muitas vezes, mais rico. É o momento que existe a conversão dos conhecimentos, pontos de vista e onde o poder da diversidade se faz presente. A colaboração é complexa e igualmente poderosa, porém o custo que é cobrado para que isso aconteça é uma perda de controle do resultado final/esperado.

Será que a colaboração não seria a tarefa para o desenvolvimento da generosidade com o outro? Será que não devemos deixar emergir o que o grupo tem para construir, sem julgamentos ou críticas?

O que acham? Deixe aqui um comentário e conte um pouco sua opinião.