os 3 maiores aprendizados dos 30 anos

os 3 maiores aprendizados dos 30 anos

Chegar aos 30 anos me trouxe alguns ensinamentos, algumas reflexões e resolvi compartilhar com vocês. Os 3 aprendizados mais evidentes dos últimos tempos que enxerguei e que se aplicam muito ao meu trabalho e ao modo como faço tudo na minha vida. 🙂

Não sei se todos sabem, mas mudei de carreira há uns 4 anos. Era engenheira de telecomunicações e minha última função foi a de Gerente de Projetos Operacional da Copa do Mundo pela Nextel. Uma função de muita responsabilidade, que fez emergir em mim qualidades e defeitos com toda a sua potência e consegui enxergar toda a minha capacidade profissional e técnica.

Depois disso, mergulhei no mundo do Design e não saí mais. Aprendi o Design Thinking, o poder de desenvolver soluções centradas no ser humano [de verdade], o próprio Design de Serviços, uma série de conhecimentos complementares que continuo construindo todos os dias, e a segunda formação acadêmica porque sou dessas… estudiosa.

E só nessa jornada de mudança de carreira descobri a grande diferença e ao mesmo tempo a complementaridade que a Engenharia e o Design têm.

Enquanto engenheira, fui treinada para aprender a aprender e resolver problemas e enquanto designer, fui treinada para entender o problema e resolver.
Claro, gente, cada lado tem suas peculiaridades, mas foi um grande insight que tive nesta minha jornada.

Agora vamos aos aprendizados!
Com todas essas reflexões dos últimos tempos, enxerguei 3 características primordiais que foram importantíssimas na minha carreira.

#01: Ser resiliente.
Essa palavra é quase um mantra, porque não é algo que você se torna e pronto. Eu acredito que, uma vez que você aprende, isso se tornará um hábito, porque os desafios se apresentarão cada vez mais para você. É uma bela responsabilidade, ser resiliente, eu acho. Em contrapartida, traz muito crescimento pessoal e profissional.

Na vida corporativa, tive muitas oportunidades para desenvolver a resiliência. Afinal de contas, em empresas grandes os desafios também são grandes, e muitas vezes variáveis como a cultura interna, o comportamento corporativo e dos líderes são grandes alimentos para construir uma resiliência bem definida, digamos assim…

Pra mim, a resiliência é chave para que você chegue aonde quiser, que você conquiste os seus objetivos e realize os seus sonhos. Além da determinação, seja resiliente. Vale muito a pena!

Foque, defina e vá!

#02: Ser generoso.
Nunca fui rica, mas na minha família tudo sempre foi muito generoso. Sabe aqueles almoços que reúnem todo mundo? Na minha casa sempre tinha tanta comida que quando eu chegava na casa da minha avó sempre perguntava: “Tudo isso?”.

Agora pergunta se sobrava alguma coisa? NUN-CA!

Então, jovem, tenha fartura nessa sua vida, em tudo que você faz. Em projetos de inovação, é essa fartura que traz volumes de informação e que ajuda nos insights, faz com que você tenha material para trabalhar.

Não tenha dó, não existe quantidade máxima. Trabalhar com o mínimo, com escassez é UÓH. O trabalho não rende e fica pobre.

#dicadabru:
É sempre melhor sobrar do que faltar. Lembre-se disso!

#03: Compreender que você não tem as respostas.
Como engenheira, tive 6 anos de treinamento para internalizar que eu seria a detentora de todas as respostas. Só que daí você vai para a vida real e começa a enxergar que não é bem assim. E aí depois você vai para o caminho da inovação e tem certeza de que não é assim mesmo!

Essa dica vale ouro!
De coração, quanto antes você entender que nunca terá a resposta, antes você se abrirá para o incrível mundo da pesquisa e da cocriação. É de lá que saem as inovações!

Você pode ter um conhecimento superespecífico e ser superbom para desenvolver ou construir algo, mas NUNCA a solução completa e perfeita sairá da sua cabeça.

Sim, NUNCA.
Desculpe te decepcionar.
Resumindo, meu povo, aprendemos todos os dias, e a beleza da vida é justamente essa [pelo menos pra mim]. Estamos em construção como ser humano.

O que você tem aprendido nos últimos tempos? Me conta aqui.